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Golpe do parente em apuros ("caí, me ajuda"): como identificar

Publicado em 10 de setembro de 2026

Esse golpe costuma chegar por mensagem de texto ou WhatsApp de um número desconhecido, começando com algo como "oi mãe/pai, quebrei meu celular, esse é meu número novo" — e depois de estabelecer essa confiança inicial, vem o pedido: dinheiro urgente por Pix, para um acidente, uma multa, uma fiança ou uma dívida inesperada.

Por que esse golpe funciona

Ele explora justamente o amor e a preocupação genuína de um pai, mãe ou avô — a urgência emocional ("meu filho pode estar em perigo") é desenhada de propósito para fazer a pessoa agir rápido, antes de parar para pensar ou confirmar com calma. Isso não tem relação nenhuma com ser mais ou menos esperto — é uma tática pensada para funcionar em qualquer pessoa que ame alguém.

Como se proteger

Diante de qualquer pedido assim, o passo mais importante é sempre o mesmo: ligue para o número antigo, que você já tinha salvo, da pessoa que supostamente está em apuros — nunca para o número novo que chegou na mensagem. Se não atender, tente falar com outro familiar ou amigo próximo dessa pessoa para confirmar a situação antes de mandar qualquer dinheiro.

Combine com a família, com calma e sem pressa, uma "palavra secreta" que só vocês conhecem — algo simples que só um parente de verdade saberia responder. Pedir essa palavra em qualquer situação de pedido de dinheiro urgente é uma forma rápida e eficaz de confirmar identidade.

Perguntas frequentes

E se eu não conseguir confirmar a tempo?

Não existe emergência de verdade que não aguarde alguns minutos para uma ligação de confirmação. Se a pessoa do outro lado insistir muito para você não checar com mais ninguém, isso por si só já é um forte sinal de golpe.

Esse golpe só acontece por mensagem de texto?

Não — também acontece por ligação de voz, às vezes até usando uma gravação curta da voz de alguém conhecido (tirada de vídeos publicados nas redes sociais) para soar mais convincente. A mesma regra vale: sempre confirme por outro caminho antes de agir.

Equipe DIVILLI